“Mad Max: Estrada da Fúria” – Um verdadeiro filme de ação!

FURY ROAD

Como em um filme de faroeste, o novo “Mad Max: Estrada da Fúria” (Mad Max: Fury Road) se resume em uma perseguição de bandidos atrás dos mocinhos numa diligencia em pleno deserto. A diferença é, que, em vez de cavalos e simples revólveres, são os carros monstruosos e armas de tudo quanto é tipo que tomam conta da tela. O deserto, esse continua lá. Porém, mais medonho e apocalíptico.

Assim como muitos fãs da trilogia original (“Mad Max”, “A Caçada Continua” e “Além da Cúpula do Trovão), fiquei receoso com essa nova empreitada do diretor George Miller – que dirigiu os filmes- de reinventar a história de Max. Primeiro por não ter Mel Gibson como protagonista, já que foi ele quem imortalizou o personagem. E segundo, por eu não ser muito fã de remakes, não importa o filme que seja. Mas, graças a malemolência de Miller, tive uma grata surpresa.

Como disse em algumas entrevistas, Miller criou o roteiro depois dos milhares de storyboards serem feitos. Não ao contrário, como de costume. Desde o começo, sua ideia era fazer uma filme que tratasse apenas de uma perseguição. Ação, ação e ação. Esse era o mote principal. Assim como na trilogia, diálogos apenas quando necessário. Mas, mesmo nas poucas cenas em que eles aparecem, o lado emocional da história e do seus personagens vem a tona. E com louvor, vale dizer.

A única diferença desse novo filme para os anteriores é apenas uma: tecnologia. Trinta anos atrás – quando foi lançado “Além da Cúpula do Trovão”-, o que era algo inimaginável não apenas para o público, mas para a mente do diretor, virou uma realidade. Depois de se entorpecer – no bom sentido – com o que há de melhor nas técnicas de efeitos especiais ao dirigir as animações “Happy Feet 1 e 2” (2006 e 2011), George usou e abusou delas no longa. Mas, mesmo tendo um certo cuidado de não exagerar na dose, a violência exacerbada poderá incomodar alguns. Não foi o meu caso.

E para fechar com chave de ouro a feitura desse novo circo que foi montado, fomos agraciados com a presença determinante de Tom Hardy e Charlize Theron. A química entre eles é perfeita. Hardy interpreta um Max que não deixa nada a desejar ao transpor apenas com olhares toda a angústia e solidão do seu personagem – cujo a família foi dizimada anos atrás. Theron, como Furiosa, a principio parece ser apenas quem o herói deve ajudar, na verdade nada mais é do que uma versão feminina dele. Seu minimalismo, que cresce muito em cena, deixa claro quem é o verdadeiro foco na trama. Uma grata surpresa é a presença de Nicholas Hoult – aquele molequinho de outrora que fez o menino protegido por Hugh Grant em “Um Grande Garoto”- na pele de Nux, um jovem capanga sentimental. Maravilhoso. E não por acaso, Miller reservou um lugar para uma singela homenagem à série. Imortal Joe, o novo vilão, é interpretado pelo ator Hugh Keays – Byrne, que foi o antagonista de Gibson no primeiro filme, em 1979.

Perfeito. Doentio. Exagerado. Horrivelmente emocionante. Seja qual for a definição, George Miller fez um orgasmo cinematográfico de primeira.

Trailer:

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