“Jurassic World”: um pseudo “Mad Max” às avessas

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A trama é simples. Bem simples. Simples até demais. Pra que queimar os neurônios num filme onde o que importa realmente são os dinossauros gerados com maestria pelos mestres dos efeitos especiais? É só enrolar o espectador com aqueles clichês básicos do gênero e voilá, milhões na bilheteria. Será? Sei não.

Quando Steven Spielberg levou esses monstros às telas com “Jurassic Park”, em 1993, o grande barato, com certeza, foi a perfeição e o realismo de sua criação “interagindo” com atores de carne e osso. Porém, o roteiro, baseado no livro de Michael Crichton, escrito pelo próprio em parceria com David Koepp – um mestre no ofício -, também foi um fator determinante para o grande sucesso do filme. Não foi à toa que, em 1997, juntaram o mesmo time para uma continuação. Mas, nesse caso, sem tanto êxito. Mesmo assim, em 2001, com a indústria já assolada com a precariedade de roteiros originais, inventaram de fazer um terceiro longa, mesmo sem Spielberg, Crichton e Koepp envolvidos. Um desastre total.

Anos e anos se passaram e, assim como George Miller fez com sua trilogia “Mad Max, Steven resolveu reviver a franquia tendo como ponto de partida os acontecimentos do primeiro filme. Entretanto, diferente do coleguinha australiano que meteu a mão na massa, dessa vez entrou apenas como produtor executivo.

A trama de “Jurassic World” acontece vinte e dois anos após os acontecimentos de “Jurassic Park”. Agora, a famosa ilha dispões de um parque temático de dinossauros. Só que, depois de 10 anos de funcionamento, as taxas de visitante estão em declínio e uma nova atração é criada para despertar novamente o interesse do público. E, claro amiguinhos, o tiro saí pela culatra.

Por incrível que pareça, voltando à Miller em mais uma coincidência, esse reboot nada mais é do que uma grande perseguição. Os diálogos existem, claro. Mas, junto à eles temos os personagens estereotipados com suas gracinhas batidas; situações tipicamente clássicas – ou melhor dizendo, nada originais – com impressões digitais bruscas de Spielberg; uma trilha sonora over em todos os sentidos imagináveis; além de propagandas descaradamente forçadas para dar um reforço bacana no orçamento.

Parafraseando certos críticos que adoram lugares comuns, sim, esse filme é uma diversão supimpa para toda a família. Já eu, Miller e Max, saímos pela direita.

Trailer:

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