“Ponte dos Espiões”: Bom, mas nem tanto

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Assim como Martin Scorsese teve Robert De Niro como fiel escudeiro durante muito filmes, o trocando apenas por Leonardo Di Caprio quando os cabelos brancos começaram a aparecer na cabeça de ambos, Steven Spielberg viu em Tom Hanks sua aposta certeira. Depois de fazerem dobradinha em “O Resgate do Soldado Ryan”, “Prenda-me se for Capaz” e “Terminal”, eles voltam com um drama de guerra verídico, passado em plena guerra fria.

Com roteiro assinado por Matt Charman em parceria com nada mais, nada menos do que os irmãos Coen (“Fargo”, “O Grande Lebowski”), “Ponte dos Espiões”(Bridge of Spies) retrata um período nebuloso na qual o mundo vivia em constante alerta de uma eminente guerra mundial.

Em 1957, o advogado James Donovan (Hanks) foi escolhido por seu escritório para defender o indefensável no Ocidente naquela época: um espião soviético detido em território americano, Rudolf Abel. Para o governo e os sócios de Donovan no escritório de advocacia, era apenas uma questão de demonstrar que o inimigo tinha o direito a uma defesa digna do nome, nada mais. Mas, ao contrário desta percepção e do que pensava a opinião pública, o advogado chega à Suprema Corte, mas sem sucesso. Rudolf Abel consegue evitar a pena de morte, mas recebe uma condenação de 30 anos de prisão. Cinco anos depois, o serviço secreto americano solicita novamente a presença de Donovan, mas desta vez para negociar de maneira informal com os soviéticos a troca de Rudolf Abel por um piloto americano, Francis Gary Powers, que teve o avião espião U-2 abatido

Apoiado por uma reconstrução de época impecável, Spielberg se cercou de um time precioso de atores vindos do teatro – como o excelente Mark Rylance (Rudolf Abel)- e apostou todas suas fichas no carisma e no talento indiscutível de Hanks. Que dá um show.

Contudo, a mania do cineasta em tentar sempre fazer um épico, cansa o espectador. Da longa duração do filme que, num andamento um tanto arrastado, chega a quase duas horas e meia de duração, até a trilha sonora exageradamente piegas e over em muitos momentos, a sensação que nos dá é que faltou uma certa humildade do diretor. Seja ela na mania de querer aparecer mais que o filme, ou “apenas” em querer nos fazer acreditar que os EUA são bacanas pacas.

Trailer:

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