“Aliança do Crime”: é verdade, Johnny Depp sabe atuar!

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Aleluia senhor! Agora sim fiquei convencido. Não no sentido presunçoso, mas, apenas, por mera convicção. Depois de anos fazendo papéis caricatos que sempre extrapolavam o exagero da interpretação, eis que finalmente posso dizer: Johnny Depp sabe atuar!

Com um papel que caiu como uma luva, Depp faz as pazes com muitos críticos que, assim como eu, sempre o viram como o 171 da sétima arte. Constantemente se escondendo atrás de quilos de maquiagem e adereços, suas técnicas de atuação se limitavam apenas a caras e bocas, além de jeitinhos chatos de verbalizar seus textos. Tim Burton que o diga. Quando se arriscava a interpretar gente como a gente, ferrou. Dava pena do coitado.

Na pele do mafioso Jimmy Bulguer, que dominava a região sul de Boston, nos EUA, nos anos 1970, Depp faz seu tour de force como ator, tendo como “parceiro” o talentoso Joel Edgerton, na pele do agente do FBI John Connolly. Na trama, baseada numa história real, ambos precisam eliminar um inimigo em comum: a máfia italiana. Para isso acontecer, fazem uma aliança na qual Bulguer vai colaborar com o agente passando informações preciosas, em troca de continuar com seu negócio sem ser incomodado. Porém, esse pacto sai do controle quando Jimmy começa a descumprir leis impunimente enquanto vai consolidando seu poder. Isso tudo, claro, com muitas pitadas de alguns clássicos do Scorsese como “Os Bons Companheiros”, “Cassino” e “Os Infiltrados”.

Dirigido com excelência por Scott Cooper (“Coração Louco”), “Aliança do Crime”(Black Mass) tem em seu estofo uma suntuosa fotografia e uma direção de arte impecável que, além de darem qualidade perfeita para o “look” anos 70 impregnar a tela, servem como moldura perfeita para os excelentes atores seduzirem o espectador. Além de Depp e Edgerton, nomes como Kevin Bacon, Benedict Cumberbatch, Dakota Johnson, Peter Sarsgaard, entre outros, dão um show em suas interpretações minimalistas.

“Aliança do Crime” é a absolvição de um astro pelos seus pecados passados e a oportunidade definitiva dele nos dar aquela tapa com luva de pelica que já vem atravessando sua garganta desde sua incrível performance em, em, em…Platoon.

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