“Spotlight: segredos revelados”: não alça voo

spotlight

Começando a contagem regressiva para o Oscar, os filmes que estão dando o que falar nos EUA começam a aterrissar na terra brasilis. Eis que o primeiro deles, “Spotlight: segredos revelados” (Spotlight), que traz um Michael Keaton realmente com tudo pra disputar uma nova estatueta, não passa de um longa mediano, raso, por assim dizer.

Com um elenco de feras que, além de Keaton, conta com Mark Rufallo, Rachel Adams, Stanley Tucci, Liev Schreiber e Billy Crudup, a trama verídica sobre os jornalistas do “Boston Globe” que desmascararam um escândalo sexual envolvendo padres pedófilos em Boston que eram acobertados pela própria igreja tinha tudo pra ser um novo “Todos os Homens do Presidente”, mas passou longe.

Mesmo com a direção honesta de Tom McCarthy (“O Visitante”), a trama parece andar com freio de mão puxado, deixando no espectador uma sensação que uma hora alça voo, mas até os minutos finais não sai da pista. Os diálogos são tão capengas que não sentimos impacto algum de algo tão dramático quanto esse acontecimento. E que equipe de jornalistas fantástica é essa que nunca fez nada de extraordinário até então e ganharam uma matéria de mão beijada por insistência do novo editor?

Típico filme que deve se tomar cuidado com o excesso de expectativa e não se deixar levar pelo que a indústria cinematográfica americana sabe fazer muito bem: marketing.

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