“Creed”: Nostalgica preguiça

Creed-Movie

 

Assim como o retorno de Han Solo, Luke e Leia novo capítulo de “Guerra nas Estrelas”, a volta de Rocky Balboa como astro coadjuvante em “Creed” tem como objetivo reaquecer o coração dos antigos fãs dessas velhas franquias com o retorno de rostos conhecidos, ao mesmo tempo em que busca conquistar o público mais jovem, lançando novos personagens que recriam o mesmo “feeling” das tramas originais. E pelo andar de ambas bilheterias, essa fórmula veio muito bem a calhar.

Reinterpretando seu personagem icônico, Sylvester Stallone volta na pele do garanhão italiano de uma forma bem minimalista, fazendo mais uma vez o papel de mestre – tanto no treinamento físico quanto no mental- do jovem lutador Adonis Creed (Michael B. Jordan), filho do seu grande amigo Apollo. Sly, que nesse filme está nos créditos apenas como ator, faz seu dever de casa com bastante competência, mostrando muita maturidade, fugindo de certos gestos exagerados e um tanto estereotipados que costumava a fazer quando era o dono da bola. A química entre ele e o novato Michael, mesmo sendo engolido quando contracena com o veterano, ajuda a nos levar no desenrolar da trama, que nada mais é do que uma requentada do primeiro filme da franquia: jovem com um histórico de vida conturbado tem como sonho ser campeão mundial de boxe, se apaixona por uma menina meiga e singela, e por ai vai.

Muitos dos verdadeiros fãs de Balboa vão ficar emocionados ao vê-lo novamente na tela, mesmo que muito fora de forma e com um ar bastante deprimido, porém com aquela simpatia de outrora. Além disso, vão ter a oportunidade de serem agraciados com algumas referencias que remetem a momentos importantes da vida de Rocky – como uma ida ao cemitério para um bate papo com Adrian. Sério??? ( isso me lembrou quando o Guns and Roses tocou pela primeira vez no Brasil e o Axl Rose esqueceu seu personagem e entrou sem sua famosa bandana na cabeça. No meio do show, depois de muitas pessoas questionarem se aquele no palco era realmente ele, arrumaram uma capenga pra ele colocar: o público foi ao delírio).

Assim sendo, não esperem qualquer tipo de surpresa, ou reviravolta mais elaborada na trama. O diretor e roteirista Ryan Coogler (“Fruitvale Station”) preferiu não se arriscar e seguiu à risca o manual dramático que o jovem Sylvester Gardenzio Stallone estabeleceu em 1976 e que acabou ganhando a estatueta dourada de melhor filme. Uma pena. Mas, em se tratando dos engravatados de hollywood, time que está ganhando não se mexe. Né não, J.J.?

 

 

 

 

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