“O Regresso”: Di Caprio com a mão no Oscar

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Depois de tirar uma onda com os americanos e abocanhar 3 oscars ano passado – melhor filme, diretor, roteiro original- pelo excelente “Birdman”, o mexicano Alejando González Iñárritu volta à linha de frente dos indicados na próxima cerimonia trazendo uma tema muito pertinente àqueles que vivem da sétima arte: a sobrevivência.

Com Leonardo Di Caprio e Tom Hardy como os principais integrantes dessa viagem às paisagens mais gélidas do Canada e Argentina, Iñárritu nos conduz a uma aventura passada em meados de 1800, onde um caçador/ comerciante de peles é abandonado à morte pelos companheiros de sua própria equipe depois de ser atacado brutalmente por um urso.

Filmando totalmente em locação, “O Regresso” (The Revenant) usa a natureza como um temido “personagem” que serve de obstáculo para testar o quão hábil e determinado pode ser um ser humano que luta para sobreviver. No caso, Hugh Glass, interpretado magistralmente por Di Caprio que, em mais da metade das duas horas e meia de filme, não tem falas. Não precisaria dizer, mas, esse é com certeza o papel que ele sonhava cair do céus para deixar de virar “memes” nas redes sociais e levar de vez sua estatueta dourada pra casa.

Novamente contando com a parceria do extraordinário diretor de fotografia Emmanuel “chivo” Lubezki – também oscarizado por “Birdman”-, Alejandro começa sua epopeia reprisando seus elogiados planos sequencias, com muitos cortes quase que imperceptíveis, levando com facilidade a atenção do espectador até metade da trama. A partir dai, meio que confraternizando com o cansaço de seu protagonista, a sua pegada afrouxa. Oportunidade perfeita para alguns espectadores darem aquela escapada ao banheiro. Depois de um bom tempo o ritmo até volta, mas nunca como antes.

Engraçado é perceber durante o filme certas referências de alguns clássicos do cinema como “Império Contra- Ataca” e “Rambo”. Não que elas tenham sido propositais, mas qualquer cinéfilo ferrenho vai sacar na hora o porque dos filmes citados. Além das cenas nitidamente inspiradas no universo de Terrence Malick.

Apostando todas as fichas numa nova avalanche de premiações rumo ao Oscar, Iñárritu e cia tem tudo o que os votantes da academia gostam de ver num longa – estrelas, clichês, belas imagens- ao seu favor, mas, sendo bem sincero, “O Regresso” passa longe da originalidade criativa de “Birdman”. Que rolem os dados.

 

 

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