“Batman x Superman”:Deixa o rivotril no chinelo

 

BATMAN v SUPERMAN

Para quem estava aguardando com ansiedade esse histórico embate entre dois dos mais famosos super heróis dos quadrinhos, prepare-se. Nunca imaginei que fosse cochilar num filme de “ação” e, pior, de maneira tão fácil.

Depois de tirar sarro com o gosto do publico ao lançar o medíocre ator Henry Cavill – numa daquelas tentativas frustradas de forçar a barra com um ator parecido com o saudoso Christopher Reeve – no horroroso “O Homem de Aço”, em 2013, Zack Snyder resolveu repetir a dose. Só que agora com um acréscimo especial que deixou muito fãs arrancando os cabelos de raiva: o insosso Ben Aflleck como Batman.

Com duas horas e meia de duração – e põe canseira nisso-, o espectador é obrigado a desfrutar de cenas de ação à la Michael Bay que eram melhor terem ficado nos gibis, trilha sonora anabolizada de dar nos nervos, e diálogos vergonhosos que deixariam qualquer produtor de novela mexicana sorrindo de orelha a orelha. Mas, por incrível que pareça, dentro desse emaranhado de tiros no pé, Affleck conseguiu superar as expectativas negativas dos nerds de carteirinha e recebeu muitos elogios -não meus, claro- por se sair bem melhor que Cavill. Santa Ironia.

Agora, a única novidade que realmente pareceu que ia ser dar bem nessa, mas acabou se mostrando um pastiche de imitações baratas, foi Jesse Eisenberg como Lex Luthor. Com caras, bocas e trejeitinhos risíveis que tentam homenagear a clássica interpretação de Gene Hackman no mesmo papel, ele ainda comete o deslize de imitar o sensacional coringa de Heath Ledger como se fosse uma sacada cool. Vergonha alheia. E pensar no desperdício de talento que Snyder acabou sendo cúmplice com as pequenas participações de Jeremy Irons, Diane Lane, Holly Hunter e Laurence Fishburne.

E sim, claro, como não, existem várias deixas pra o início da famosa “Liga da Justiça”, como mega ultra rápidas aparições forçadas como uma em um certo pesadelo e em outro momento específico “maravilhoso” que é melhor deixar quieto.

No fim das contas, o único pensamento positivo que me restou depois dessa maçante experiência cinematográfica?!?! foi viajar imaginando como teria sido um duelo entre Reeve e Keaton regido pelas mãos de Tim Burton. Fica pra próxima encarnação.

 

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