“Cães de Guerra”:um pipocão divertido e inteligente

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Quando um dos principais ingredientes de sucesso de um filme, a atuação, tem como base a química perfeita entre os protagonistas, o diretor já pode ganhar os devidos louros e se esbaldar com um sorriso no rosto estampando um enfático “mea culpa”.

Depois de acertar em cheio com a lucrativa comédia “Se beber, não case”(The Hangover) – gerando ainda mais duas continuações- e colocar nos holofotes seu elenco primoroso – Ed Helmes, Zac Galifianakis e, principalmente, Bradley Cooper-, o diretor Todd Phillips se consagra novamente ao escalar Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”) e Milles Teller (“Whiplash”) como estrelas do seu mais novo filme, “Cães de Guerra”(War Dogs).

Baseado numa história real, o longa acompanha a história de dois amigos na casa dos 20 anos (Hill e Teller) que moram em Miami durante a Guerra do Iraque, e descobrem uma iniciativa pouco conhecida do governo que permite que as pequenas empresas possam participar de licitações de contratos militares nos Estados Unidos. Partindo quase do zero, eles fazem muito dinheiro e passam a viver uma vida de luxo. Mas a dupla passa a ter problemas quando consegue um contrato de US$ 300 milhões para armar o exército afegão – que os coloca em contato com pessoas muito suspeitas, algumas das quais se revelam membros do próprio governo norte-americano.

Com um roteiro muito simpático, onde os atores se esbaldam com seus diálogos sarcásticos e comedidamente engraçados, uma homenagem – vide, referência – mais do que aparente vem a tona a todo momento: “Scarface”, de Brian De Palma. Seja num quadro com Al Pacino e sua metralhadora pendurado na sala do escritório dos protagonistas, além de alguns trejeitos de seu personagem que volta e meia são repetidos de forma caricata por Hill, a lembrança desse clássico cai como uma luva no meio desse universo bélico.

Agora, outro ponto alto do filme, sem dúvida nenhuma, é a trilha sonora SENSACIONAL. Aparentemente escolhida a dedo por Phillips, que tem o cuidado de coloca-las em momentos pontuais, nos quais elas destacam a cena e não se sobressaem, somos brindados com petardos que vão desde Aerosmith, Rufus Thomas, Pink Floyd, Creedance Clearwater Revival, UB40 e Iggy Pop até 50 cent e AC/ DC.

Assim sendo, depois de tantos elogios, o único ponto negativo do filme só aparece mesmo quando os créditos finais começam a subir no telão e aquele desejo que ele perdurasse um pouco mais fica pairando no ar.

 

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