“O Lar das Crianças Peculiares”: Tim Burton, o diretor dos sonhos

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Depois da pisada de bola com “Alice no Pais das Maravilhas” em 2010, Tim Burton ajustou os parafusos soltos, aparou arestas criativas e lançou em sequencia três pérolas: “Sombras da Noite” – por sinal o último com seu alter ego, Johnny Depp -, “Frankenweenie” e “Olhos Grandes”. Agora, em seu mais novo filme, “ O Lar das Crianças Peculiares” (Miss Peregrine’s Home For Peculiar Children), mostrando que continua de vento em popa, pegou o que havia de melhor nesses filmes, além de clássicos de sua autoria, e fez uma obra irretocável.

Baseado no best-seller de mesmo nome, escrito por Ramsom Rigg, o longa narra a história de Jake, um garoto que resolve ir atrás de pistas de um mistério envolvendo seu avô e acaba confrontando uma realidade que ele só achava existir no seu imaginário, o levando à diferentes mundos e tempos, culminando num lugar mágico conhecido como “O lar das crianças peculiares”. Mas, o mistério e o perigo se aprofundam quando ele começa a conhecer os moradores e seus poderes especiais, se deparando também com seus poderosos inimigos.

Com pitadas bem azeitadas de “Mary Poppins” e “X-Men”, além de um elenco formidável que mistura rostos desconhecidos com feras como Eva Green, Samuel L. Jackson e Terence Stamp, Burton traz o que há de melhor na magia do cinema – com muitos efeitos visuais deslumbrantes e um enredo enxuto e muito bem trabalhado-, nos presenteando com uma direção impecável e inspiradora, focando numa realidade na qual já virou especialista em retratar: a do conto de fada que mostra uma luz na escuridão e ressalta a coragem de personagens marginalizados pela sociedade.

Porém, apesar de todas as qualidades e em se tratando de um filme cheio de crianças, muitas pessoas ainda podem acha-lo um tanto sombrio. A dica é relaxar e prestar atenção com um certo apuro de sensibilidade pois, assim, poderão ver que existem motivos por trás de mensagens “ocultas” que, de forma bem sutil, denotam o que nossas vidas realmente significam.

Eis que nasce um novo clássico.

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