“O Rei do Show”: apenas um esboço

 

circo

Desde 2009, Hugh Jackman sonhava interpretar na telona o lendário “showman” P.T. Barnum, um empresário do ramo de entretenimento norte-americano responsável por fraudes famosas, que acabou fundando o circo que viria a se tornar o mundialmente conhecido “Ringling Bros. And Barnum and Bailey Circus”.

Quase dez anos depois, nos moldes de um musical, Jackman finalmente conseguiu realizar seu sonho. Porém, ele não contava com um ralo traiçoeiro logo à frente.

 Sob a batuta do diretor estreante Michael Gracey, o projeto tão sonhado por Jackman acabou se tornando um filme tão raso, mas tão raso – em todos os sentidos-, que a sensação que temos durante toda a projeção é que apareceria um personagem quebrando a quarta parede (que é o que gostaríamos que acontecesse) e diria: “Ei pessoal, vocês acharam que isso era sério? Claro que não! Vamos voltar no tempo e começar tudo de novo. Só que agora com ‘punch!’”

 Desde a direção frouxa, com cenas cantadas, coreografadas e dirigidas como se tivessem sido inspiradas em um livro de receitas da Bela Gil, passando (batido!) por um roteiro fraco de dar dó – cheio de clichês bregas pra tentar dar algum sentido à sua existência – até interpretações canhestras, o filme nem sequer consegue alçar voo.

 Pena que essa magia que Jackman tanto sonhara em levar para as telonas tenha ficado apenas no set de filmagem, pois o produto final é apenas um leve esboço do que ele poderia ter sido.

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