Trailer “Soundtrack”, com Selton Mello, Seu Jorge e Ralph Ineson

unnamed

Acaba de ser divulgado o cartaz e o trailer com as primeiras imagens do filme “Soundtrack”, protagonizado por Selton Mello, Seu Jorge e pelo britânico Ralph Ineson. O longa-metragem conta a história de Cris (Selton Mello), um fotógrafo que viaja para um local inóspito, onde pretende realizar seu grande projeto artístico. Sua ideia é reproduzir em imagens as sensações causadas pelas músicas de uma playlist, selecionada para a experiência.

Uma estação de pesquisa polar é o pano de fundo para a aventura do artista. Isolado, Cris descobre novos pontos de vista a respeito da vida e de sua arte, na companhia de cientistas com seus projetos grandiosos.

Seu Jorge interpreta Cao, botânico brasileiro que investiga a flora em situações extremas e o ator britânico Ralph Ineson (conhecido por séries como “Game of Thrones” e pelo filme “A Bruxa”) é Mark, que realiza um estudo profundo sobre o aquecimento global. O elenco principal também conta com o dinamarquês Thomas Chaanhing, no papel do biólogo chinês Huang, e com o sueco Lukas Loughran, que interpreta o pesquisador Rafnar.

Falado em português e inglês, “Soundtrack” marca a estreia da dupla 300 ml na direção de um longa-metragem. Depois do sucesso do premiado curta “Tarantino’s Mind”, de 2006, eles repetem a parceria com Selton Mello e Seu Jorge.

“Alien: Covenant”: um genérico dele mesmo.

alien-covenant-trailer-breakdown14

 

No auge dos seus 80 anos, Ridley Scott parece que vem padecendo do mesmo mau que atinge muitos diretores renomados de outrora: a repetição – vide, cansaço criativo. Seu novo filme, “Alien: Convenant”, nada mais é do que um genérico dele mesmo. Além disso, sem a metade da graça.

Antecipando essa nova onda de filmes derivados de trilogias de sucesso – como os novos da saga “Star Wars”-, Scott já havia dado o sinal de uma nova visita à gênese da sua famosa criatura ao lançar o cansativo “Prometheus” em 2012, onde a trama se passa bem antes da sua obra prima, “Alien: o oitavo passageiro”, de 1979. Só que, sendo bem sincero, foi uma tremenda frustração para os fãs da série. Na verdade, uma chatice tamanha.

Nessa nova tentativa de angariar novos adeptos da saga, além de tentar saciar a insatisfação dos tiozões, Scott acaba se saindo melhor, porém, continua com o pé na mesmice. Com uma trama nada original, passada 10 anos depois do seu antecessor, uma tripulação de uma nave colônia, com destino a um planeta remoto, descobre um paraíso desconhecido – Uau!-. Porém, contudo, entretanto, o lugar é habitado por uma forma alienígena sedenta por corpos humanos. Dah!!

Mesmo com a impecável direção de Scott e ótimos atores, o filme não sustenta a atenção do espectador simplesmente por ter personagem inócuos, um roteiro fraco de surpresas, e apenas um suspiro de originalidade na reta final.

Por esse andar da carruagem, ou Ridley passa a bola para um novo pupilo – assim como fez com a continuação de “Blade Runner” -, e fica apenas “observando”, ou fecha o tampo de vez. Pois, se no universo espacial de Alien a grande sacada era baseada na máxima de que “ninguém vai ouvir seus gritos”, se continuar assim, aqui na terra o que mais vai ter é pessoas pouco se importando com isso.

“Blade Runner 2049”: Trailer oficial

v-blade-runner-2049-396x222 (1)

Hoje estreou o primeiro trailer oficial de “Blade Runner 2049”, a tão aguarda continuação do clássico de 1982, “Blade runner”, de Ridley Scott.

Com um visual futurístico perfeito tendo como base a atmosfera do seu antecessor, o novo filme traz Harrison Ford novamente interpretando o policial Rick Deckard – só que até agora não sabemos o que aconteceu com ele- e Ryan Gosling, como o oficial K. O elenco ainda conta com um casting de primeira com Jared Leto, Robin Wright Penn e Dave Bautista.

Scott, que produziu e dirigiu o original, volta dessa vez apenas como produtor, deixando a cadeira de diretor por conta do talentosíssimo Denis Villeneuve – dos excelentes “Incêndios”, “Sicario”, “Prisioneiros” e “A Chegada”.

Confira o trailer e aumenta a ansiedade até Outubro, quando o filme estréia nos EUA:

“Transpotting 2”: Tão bom quanto o original!

Trainspotting_2

Vinte anos se passaram, uma barriguinha ali, uma calvície acolá, mas, no fundo no fundo, Renton, Simon, Spud e Begbie continuam os mesmos. Sorte de Boyle. Sorte nossa.

Depois que “Transpotting” foi lançado em 1996, nenhum filme sobre viciados em drogas foram mais os mesmo. Com um roteiro enxuto, calcado por personagens que viraram cults durante os anos, uma trilha sonora primorosa e uma montagem alucinante, seu diretor, Danny Boyle, foi catapultado para o estrelato, assim como sua trupe de intérpretes – com destaque para Ewan McGregor e Robert Carlyle.

Como todo bom filme, ou melhor, todo bom clássico, os fãs ficaram se perguntando: E ai, vai ter uma continuação ou não vai? Pois bem, partindo do princípio que um roteiro excelente seria o ponto de partida para isso acontecer, um entrave mais sério acabou postergando essa possibilidade: devido à uma briga feia entre Boyle e McGregor – ao fazer o longa “ A Praia” o diretor resolveu troca-lo por Leonardo Di Caprio – , eles ficaram sem se falar durante anos. Pazes feita, história perfeita nas mãos, “Transpotting 2” (T2 – Transpotting) deu o ar da graça.

Com o elenco principal de volta ao set, inclusive pequenas participações marcantes do primeiro filme, Boyle manteve o nível alto de inspiração desde seu último filme – o excelente “Steve Jobs”-, e conseguiu fazer uma continuação tão boa quanto seu antecessor.

A sensação que temos é a de rever velhos amigos do peito que não víamos há muito tempo, e de sentar com eles pra encher a cara numa noite alucinante – relembrando velhas histórias, claro -. Os diálogos efervescentes estão lá, assim como todos os trejeitos – defeitos e qualidades, se é que elas existem- de nossos “compadres”, e a deliciosa trilha, intacta, perfeita em cada canto surge.

No fim das contas, essa duas décadas de espera veio a calhar. Pois, assim como um bom whisky envelhecido, “Transpotting 2” passou por um bom período de maturação para poder ser degustado e apreciado da melhor maneira: no momento certo.

 

“Fragmentado”: a volta por cima de Shyamalan.

a6ac379976d46b38_MCDSPLI_EC100_H

Depois de ter sido alvejado por críticas bem negativas relacionadas aos seus últimos trabalhos, chegando ao ponto de certos comentários afirmarem que sua criatividade havia se esgotado, eis que M. Night Shyamalan ressurge com um tapa bem dado na cara dos incrédulos – admito, doeu – num longa tenso e angustiante chamado “Fragmentado” (Split).

Com uma premissa, a princípio, meio batida, sobre um sujeito atormentado por múltiplas personalidades, Shyamalan consegue fazer a diferença com detalhes originais no roteiro – não posso citar, spoiler-, sua excelente direção e a escolha do seu protagonista, o extraordinário James McAvoy (“X-Men”, “O Último Rei da Escócia”) – que leva o filme nas costas.

Tendo um prato cheio à sua frente de dar água na boca à qualquer ator, McAvoy mostra um perfeito dom de atuação ao imprimir veracidade em pequenos trejeitos e entonações de vozes que diferem as diferentes personas que convivem no inconsciente do jovem Kevin. Excelência pura.

E para contrapor o temido vilão da história, Shyamalan recrutou a linda Anya Taylor – Joy ( “A Bruxa”) para viver Casey, uma das três meninas sequestradas pelo dito cujo, para servirem de refeição para um nova personalidade que está para surgir. Seguindo a mesma linha de atuação de seu colega, Anya se destaca nos silêncios angustiantes de sua personagem, tendo ainda o acréscimo certeiro da trilha sonora que arremata suas intenções.

“Fragmentado” traz de volta a boa forma de M. Night, relembrando não por acaso o melhor dos seus filmes , “Corpo Fechado” (Unbreakable) – sim, eles são do mesmo universo, atenção aos detalhes- , mostrando ao público que a volta por cima pode acontecer com todos nós. Na hora certa, o coelho sempre sai da cartola.

 

Trailer: “O Crime da Gávea”, de Marcílio Moraes.

ocgd_cartaz_web-1

 

Com estréia marcada para o dia 9 de Março, saí o primeiro trailer do filme brasileiro, “O Crime da Gávea”.

Com direção e roteiro de Marcílio Moraes, a trama narra a história de Paulo que, ao encontrar a mulher morta em casa ao lado da filha, começa uma busca pelo assassino e o motivo que o levaram ao crime.

O elenco tem como protagonistas os atores Ricardo Duque e Simone Spoladore, contando ainda com Aline Fanju, Silvio Guindane, Roberto Birindelli e Celso Teddei.

Abaixo o trailer:

 

 

“La La Land”: para ver, rever e rever.

lalalanddestaque

Com aquele temperamento de bom moço, voz pacata e um jeito de falar que conquistaria o coração de qualquer sogra, Damien Chazelle chega ao patamar de queridinho de Hollywood ao fazer um segundo gol de placa consecutivo com o delicioso musical “La La Land”.

Depois de arrebatar crítica e público com o sensacional “Whiplash” – ganhador de 3 Oscar (som, montagem e melhor ator coadjuvante para J.K. Simmons) -, o jovem diretor de apenas 31 anos conseguiu resgatar um gênero que havia sumido nas telas à pelo menos uma década – algo com relevância, eu digo-, e soube dar sentido à sua escolha com um roteiro pra lá de perfeito, com direito a diálogos e situações distintas, além de belas homenagens à clássicos dos tempos de ouro de Hollywood.

Como uma auto-referencia à sua própria batalha ao sol por um lugar na terra dos sonhos – a tal la la land, apelido dado à Hollywood – , Chazelle escreveu a história sobre o encontro de um pianista de jazz (Ryan Gosling) e uma aspirante à atriz (Emma Stone) buscando oportunidades para conseguirem deslanchar suas carreiras desbravando os temidos obstáculos do meio artístico. A escolha de Damien por Gosling e Stone como protagonistas foi um precioso toque de midas do diretor. Soberbos, precisos e contagiantes, são apenas alguns dos inúmeros adjetivos que definem o que presenciamos na telona.

E pra arrematar, somos presenteados com uma trilha sonora impecável – obra do fiel escudeiro de Damien, Justin Hurwitz-, dando respaldo à números de danças sutis e contagiantes.

“La La Land” é pura graça. Um filme para ver, rever e rever. Um deleite para os olhos, os ouvidos e nossos sonhos.